Em mais um pente fino , INSS pode suspender ou cancelar benefícios em 2026
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reforçou em 2026 o chamado pente-fino nos benefícios previdenciários e assistenciais. A medida já coloca milhares de segurados sob risco de suspensão ou cancelamento dos pagamentos. As revisões ocorrem quando o órgão detecta falhas cadastrais, irregularidades ou descumprimento das regras exigidas para a manutenção do benefício.
Entender os principais motivos que levam ao bloqueio é fundamental para evitar a perda inesperada da renda.
Em que situações o INSS pode cancelar o benefício?
O cancelamento acontece quando o INSS constata que o beneficiário não atende mais aos critérios legais. Esse controle é feito, principalmente, por meio do cruzamento de dados com outros órgãos públicos.
Entre as situações que podem gerar corte imediato estão:
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Retorno ao trabalho enquanto recebe auxílio-doença ou aposentadoria por incapacidade;
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Ausência em perícia médica previamente agendada;
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Informações desatualizadas ou renda acima do permitido no Cadastro Único, no caso do BPC;
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Acúmulo indevido de benefícios incompatíveis entre si;
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Falta de comprovação de vida quando não há movimentação identificada pelo sistema;
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Indícios de fraude ou inconsistências na concessão do benefício.
Quais benefícios estão no foco do pente-fino em 2026?
Embora a revisão seja contínua, alguns benefícios entram com maior frequência nas análises do INSS, especialmente aqueles que não passam por avaliações médicas ou sociais há longos períodos.
Em 2026, o foco principal está em:
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Auxílios por incapacidade sem data definida para cessação;
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Aposentadorias por incapacidade de segurados mais jovens;
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Benefícios de Prestação Continuada (BPC) com inconsistências de renda;
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Pensões por morte que exigem revalidação da condição de dependente.
Como o segurado é comunicado sobre a revisão?
O INSS pode notificar o beneficiário por carta, mensagens no aplicativo Meu INSS, pelo portal oficial ou, em alguns casos, por SMS. Quando os dados de contato estão desatualizados, a comunicação pode não chegar.
Se não houver resposta dentro do prazo estipulado, o pagamento pode ser suspenso automaticamente, mesmo que o segurado ainda tenha direito ao benefício.
Como evitar o bloqueio ou cancelamento?
Prevenir a suspensão é mais simples do que tentar reverter a decisão depois. Algumas medidas reduzem significativamente o risco de bloqueio:
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Manter endereço, telefone e e-mail sempre atualizados no cadastro;
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Acessar o aplicativo Meu INSS com regularidade para acompanhar notificações;
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Atualizar o Cadastro Único a cada dois anos, no caso do BPC;
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Guardar exames e laudos médicos recentes;
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Comparecer a todas as perícias quando convocado.
O que fazer se o benefício for suspenso?
Após a notificação, o segurado geralmente tem entre 30 e 60 dias para apresentar defesa e documentos comprobatórios. Esse prazo é decisivo para evitar o cancelamento definitivo.
Caso o benefício já tenha sido cortado, ainda é possível recorrer administrativamente ou buscar a Justiça. No entanto, esses processos costumam ser mais demorados, o que reforça a importância de manter a situação regular antes que o bloqueio ocorra.