Programa do Governo do Estado recebe 216 interessados e projeta atender mais de 24 mil agricultores e pecuaristas familiares
O governo Leite, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), autorizou oficialmente, que as entidades participantes elaborem os projetos de execução do Programa de Sementes e Mudas Forrageiras 2025/2026. Após o encerramento do prazo para manifestações de interesse, em 5 de dezembro, foram protocoladas 216 inscrições, com potencial de atendimento a 24.331 agricultores e pecuaristas familiares, produtores de leite e carne, em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
O número de produtores representa um crescimento de 51% em relação à edição anterior do programa, que na ocasião atendeu a 16.076 agricultores e pecuaristas familiares. O investimento previsto para esta edição é de R$ 26 milhões, valor destinado à aquisição de sementes e mudas para a formação e recuperação de pastagens, com foco na qualificação da atividade pecuária e no fortalecimento da produção de alimentos no meio rural. Os projetos para aquisição das cultivares serão elaborados pela Emater/RS-Ascar.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, destacou a ampliação dos investimentos e o aperfeiçoamento do programa, que nesta edição reforça o apoio direto aos produtores e às entidades participantes. “Para esta edição, demos continuidade às melhorias realizadas no ano passado, como a ampliação do crédito para até R$ 2 mil por CPF de produtor e R$ 400 mil por entidade, além, é claro, da inclusão de novas espécies. O interesse dos produtores está evidenciado na valorização do programa, com um acréscimo superior a 50% nas solicitações”, afirmou.
No conjunto das inscrições, 216 entidades — entre cooperativas, sindicatos e associações com atuação em 270 municípios — encaminharam manifestações de interesse para participar da nova etapa do programa.
Cooperação técnica
O engenheiro agrônomo da SDR, Jonas Wesz, ressaltou a parceria entre a secretaria, a Emater/RS-Ascar e a Embrapa para a qualificação do programa. “A cooperação técnica consolidada entre essas instituições demonstra que uma política pública bem estruturada em suas bases técnicas — aliando fomento e aplicação assertiva de recursos pelo Estado, desenvolvimento de tecnologias adaptadas pela pesquisa e assistência técnica qualificada junto aos produtores — resulta diretamente em mais renda para as famílias que vivem da pecuária de leite e de corte, mesmo em momentos de crise”, apontou Wesz.
Com a autorização oficial, as entidades terão o prazo de 30 dias para encaminhar os projetos detalhados de execução, que serão atendidos, por ordem cronológica, até o limite da disponibilidade orçamentário-financeira do programa. A partir desta etapa, será possível consolidar o planejamento final do Programa de Sementes e Mudas Forrageiras 2025/2026, que integra o conjunto de políticas públicas do Estado voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à melhoria da base forrageira da pecuária gaúcha, visando a uma produção de leite e carne mais eficiente.