Lula nega privatização dos Correios e rombo pode chegar a R$ 23 bi em 2026
Lula descartou a privatização dos Correios, afirmando que, enquanto for presidente, a estatal não será vendida, mas pode buscar parcerias ou se tornar economia mista. A empresa enfrenta uma crise financeira grave, com alerta para rombo de até R$ 23 bilhões em 2026 se não houver medidas urgentes.
Em dezembro de 2025, durante entrevista no Palácio do Planalto, o presidente Lula negou privatização dos Correios, atribuindo prejuízos a má gestão anterior e defendendo reestruturação para torná-la “sarada e produtiva”. Ele mencionou interesse de empresas italianas e brasileiras em parcerias, mas reforçou: “Enquanto eu for presidente, não tem privatização”.
Crise Financeira
Os Correios acumulam déficits crescentes: R$ 633 milhões em 2023, R$ 2,6 bilhões em 2024 e cerca de R$ 10 bilhões projetados para 2025. Para 2026, o rombo pode alcançar R$ 23 bilhões devido a folha de pagamento (62-72% do orçamento) e precatórios, limitando investimentos e operação.
Plano de Recuperação
A estatal propõe empréstimo de R$ 12 bilhões (reduzido de R$ 20 bilhões iniciais), demissões voluntárias de 15 mil funcionários, venda de imóveis e modernização. O presidente da empresa, Emmanoel Schmidt Rondon, descartou privatização e foca em reorganização para evitar colapso.