Estado tem segunda maior variação de óbitos entre 2023 e 2024, aponta IBGE

O Rio Grande do Sul é a segunda unidade federativa do Brasil com a maior variação no número de óbitos entre 2023 e 2024. Conforme o relatório de Estatísticas do Registro Civil, divulgado nesta quarta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado teve um aumento de 7,6% no número de mortos no período, ficando apenas atrás do Distrito Federal, que registrou elevação de 11,6%. A massiva maioria das mortes ocorridas no território gaúcho são de causas naturais, com apenas 5,8% dos falecimentos sendo por causas externas ou não naturais.

Em relação ao aumento de mortes entre 2023 e 2024, Santa Catarina e Goiás, ambos com 7,5%, e Paraná, com 7% estão entre as cinco unidades federativas com a maior variação neste quesito.

O documento indica que todas as grandes regiões do Brasil tiveram aumento de mortes entre 2023 e 2024. O Sul teve uma variação de 7,4%, seguido do Centro-Oeste (6,2%), Sudeste (4%) e Nordeste (3,8%). A região Norte registrou o menor aumento relativo de mortes, com acréscimo de 3,2%.

Segundo o IBGE, em 2024 foram registrados 1.516.381 óbitos no Brasil. Desse total, 1.435.386 são relativos a óbitos ocorridos em 2024 e registrados até o primeiro trimestre deste ano. Os demais registros correspondem a 1,4% (20.995) e ocorreram em anos anteriores, ou o ano do óbito foi ignorado. Em 2024, houve um aumento de 4,6% dos óbitos ocorridos no ano, o que significa, em números absolutos, um acréscimo de 65.811 registros em relação a 2023.

RS é o sétimo estado com menor taxa de registro de mortes externas ou não naturais

Os óbitos por causas externas ou não naturais – homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais, etc – acometem especialmente os homens no Brasil. Em 2024, o número de óbitos masculinos dessa natureza (85.244) foi 4,7 vezes maior que o volume de óbitos femininos (18.043); entre os adolescentes e jovens de 15 a 29 anos de idade, essa sobremortalidade masculina por causas não naturais foi ainda mais acentuada, alcançando 7,7 vezes a feminina, com o registro de 27.575 óbitos masculinos e 3.563 óbitos femininos por causas externas.

O Rio Grande do Sul é o sétimo estado com a menor taxa de registro de mortes externas ou não naturais, com 5,8%, ficando atrás do Acre (5,7%), Minas Gerais (5,7%), Paraná (5,3%), Espírito Santo (4,9%), Rio de Janeiro (4,6%) e Distrito Federal (4,3%). Já as maiores taxas foram registradas no Amapá (13,9%), Maranhão (11,3%) e Tocantins (11,2%). No Brasil, a taxa neste quesito ficou em 6,9% em 2024.

RS é segundo com maior porcentagem de mães com mais de 30 anos na hora do parto

Já em relação a nascimentos, o IBGE aponta que o Rio Grande do Sul é o segundo em maior porcentagem de mães na hora do parto com 30 anos ou mais em 2024 (45,2%), ficando atrás somente do Distrito Federal (49,8%).

Além disso, o RS é o terceiro com a menor porcentagem de mães na hora do parto com 19 anos ou menos em 2024 (7,8%), estando atrás no índice apenas de Santa Catarina (7,7%) e o Distrito Federal (7,3%).

 

 

 

Fonte Correio do Povo