Como fazer o descarte de forma segura?
Ana Carla ressalta que a embalagem primária – aquela que está em contato direto com o medicamento – deve ser mantida intacta. “Os comprimidos não devem ser retirados do blister, nem os líquidos removidos de frascos ou ampolas. Isso ajuda a identificar o produto e evita a contaminação. Blisters, potes e frascos usados são considerados resíduos químicos e devem ir junto com os medicamentos para o descarte”, alerta.
No entanto, as embalagens secundárias – como caixas de papelão, bulas e rótulos que não possuem contato direto com o medicamento – podem ser recicladas normalmente, junto com outros itens domésticos. “Não há impedimento desses itens também serem encaminhados aos postos de coleta junto com os comprimidos ou líquidos. Mas, se as pessoas preferirem, eles podem ser descartados em casa mesmo”, completa Ana Carla.
O que é feito com os medicamentos descartados?
Os objetos perfurocortantes – como seringas e agulhas – são levados a uma usina de tratamento, onde são descontaminados. Depois, são encaminhados para aterros nos quais são descartados os materiais sólidos. Já com relação aos medicamentos vencidos e produtos químicos, a maior parte é incinerada (queimada) em usinas preparadas ambientalmente para essa ação.
Consumo responsável
A “farmacinha doméstica” não deve ser um depósito de sobras, mas sim um kit para emergências, com verificação periódica. “Medicamento não é alimento, nem cosmético. É um insumo de saúde que se mal conservado ou descartado de maneira incorreta, vira ameaça”, enfatiza Ana Carla.
Adotar hábitos de compra consciente, armazenamento adequado e descarte ambientalmente seguro reduz acidentes, protege a eficácia dos tratamentos e contribui para um planeta mais saudável. Em caso de dúvida, a recomendação é procurar a orientação de um farmacêutico para explicar a posologia correta, checar interações e indicar o ponto de coleta mais próximo.
Para evitar o acúmulo de medicamentos em casa e incentivar o uso racional, Ana Carla Broetto Biazon separou 5 dicas simples e fáceis de colocar em prática. Confira!
1. Compra consciente: adquira apenas o necessário para o tratamento, seguindo a prescrição médica.
2. Organização: use caixas com divisórias por dia/horário e faça uma revisão mensal das validades.
3. Armazenamento correto: local fresco, seco, longe de calor e luz. Evite cozinha e banheiro, que sofrem variações de temperatura e umidade.
4. Doação solidária: medicamentos dentro do prazo, guardados sob condições adequadas, podem ser destinados a farmácias solidárias, como a Farmácia Escola do Centro Universitário Integrado.
5. Distância de crianças e pets: mantenha os frascos fora do alcance para prevenir ingestões acidentais.