Corsan/Aegea vai recuperar buracos que deixou nas ruas de Cachoeira

O diretor da Aegea, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto em Cachoeira do Sul e sucessora da Corsan, Fabiano Dallazen, comprometeu-se a suspender temporariamente as obras de ampliação da rede de esgoto no município até que a recomposição das vias públicas seja devidamente concluída. O compromisso foi firmado durante reunião com o deputado estadual Cláudio Tatsch na  quarta-feira, no gabinete do parlamentar. Dallazen estava acompanhado da gerente de Relações Institucionais da Aegea, Anajara Godoi.

A medida é uma resposta às críticas feitas por Cláudio Tatsch na Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa, onde denunciou os problemas causados pelas intervenções da empresa em ruas de Cachoeira e de outras cidades gaúchas. O deputado classificou a situação como um “desserviço” e propôs a realização de audiências públicas para cobrar providências da concessionária.

“Estão destruindo toda a malha viária. Executam as obras e deixam as ruas em estado precário, sem qualquer cuidado com a recuperação”, afirmou o deputado. Ele citou como exemplo uma rua do Bairro Quinta da Boa Vista: “Era um asfalto novo, sem nenhum buraco, e abriram uma vala de ponta a ponta, além de romperem o pavimento na frente de cada residência”.

O parlamentar entende que as obras são necessária, mas observa que o “mínimo que se espera é que as vias sejam devolvidas nas mesmas condições em que foram encontradas”. Durante a reunião, Dallazen garantiu que todas as ruas afetadas pelas obras da Aegea serão restauradas conforme o estado original. Para evitar novos transtornos à população, a concessionária decidiu suspender temporariamente a ampliação da rede até que todos os reparos sejam realizados. A mesma garantia também foi dada ao prefeito Leandro Balardin.

Projeto propõe prazo para os reparos

Diante das recorrentes reclamações envolvendo obras da Aegea em diversas cidades do estado, o deputado Cláudio Tatsch apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa que estabelece normas rigorosas para a recuperação de vias públicas por parte de concessionárias de serviços.

A proposta determina que os reparos definitivos deverão ser concluídos no prazo máximo de 10 dias úteis após o encerramento das obras. Além disso, exige que a recomposição do pavimento mantenha o mesmo padrão de material, acabamento, qualidade e compactação, garantindo segurança, durabilidade e trafegabilidade.

O texto prevê ainda uma recomposição provisória, que deverá ser feita imediatamente após a intervenção, assegurando condições mínimas de uso da via até a obra definitiva. Em caso de descumprimento, a empresa será advertida na primeira infração e poderá ser multada a partir da reincidência.