Duas marcas de azeites de oliva de Cachoeira do Sul, entram em ranking dos 500 melhores do mundo

Dos nove azeites de oliva extravirgens brasileiros destacados no ranking da Flos Olei de 2023 — uma publicação internacional anual que seleciona os 500 melhores do mundo —, sete são gaúchos e dois são de Cachoeira do Sul. A lista dos vencedores conta com duas fazendas de Encruzilhada do Sul, duas de Cachoeira do Sul, uma da Caçapava do Sul, uma de Canguçu e uma de Sentinela do Sul. Para entrar no ranking, foram avaliados aspectos como produção, qualidade e variedades.

Confira a lista:

  • Prosperato (de Caçapava do Sul): nota 94
  • Sabiá (de Encruzilhada do Sul): nota 91
  • Verde Louro (de Canguçu): nota 91
  • Puro (de Cachoeira do Sul): nota 89
  • Lagar H (de Cachoeira do Sul): nota 86
  • Capela de Santana (de Sentinela do Sul): nota 84
  • Casa Marchio (de Encruzilhada do Sul): nota 83

Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e responsável pelo azeite Capela de Santana, Flávio Obino Filho destaca a quantidade de marcas selecionadas em comparação com outros países da América do Sul que também têm forte produção.

— Há dez anos, éramos aprendizes e nos espelhávamos em produtores do Uruguai, Argentina e Chile. Na edição dos selecionados do Flos Olei/2023, o Rio Grande do Sul entrou com sete azeites, enquanto Argentina e Uruguai, juntos, tiveram quatro, e o Chile, os mesmos nove do Brasil.

Os azeites extravirgens são aqueles obtidos a partir de azeitonas através de processos físicos, como centrifugação, sem produtos químicos e com acidez muito baixa. Costumam ser considerados “premium”.

O Rio Grande do Sul tem hoje 321 produtores de oliva, em 110 municípios, em uma área total de 6 mil hectares. Em 2022 foram produzidos 448,5 mil litros de azeite no Estado, a maior quantidade até então. Para o ano que vem, a expectativa é de mais uma safra recorde.

— A floração e o pegamento foram excelentes, o clima de inverno e de início da primavera ajudou, e se o dezembro e janeiro não forem muito secos, teremos uma nova supersafra.

 

 

Fonte Gaúcha/ZH