Hospitais decidem manter atendimentos a segurados do IPE Saúde ao menos até sexta-feira

Entidades que representam hospitais filantrópicos, beneficentes e santas casas, em nova reunião nesta quarta-feira (1º), decidiram manter os atendimentos eletivos aos segurados do IPE Saúde pelo menos até sexta (3), quando haverá uma reunião com o governador Ranolfo Vieira Júnior, às 10h, no Palácio Piratini.

Na véspera, as entidades haviam dado um prazo de 24 horas para o IPE Saúde revogar três novas tabelas de renumerações por serviços prestados, as quais, na combinação entre elas, causam redução da receita das instituições conveniadas. O instituto calcula que essa queda será de R$ 60 milhões ao ano para os hospitais.

Caso não ocorresse a suspensão dessas referências de preço, as instituições afirmaram que os atendimentos eletivos, desde consultas até cirurgias, seriam suspensos a partir desta quarta para os segurados do plano de saúde dos servidores estaduais. Na noite passada, o Piratini distribuiu nota anunciando o agendamento de uma reunião na sexta-feira para discutir a crise, manifestando desejo de que, até lá, os atendimentos fossem mantidos. As entidades decidiram acatar, em sinalização de disposição ao diálogo.

— Ontem (terça), tivemos uma reunião de três horas com o procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles (chefe do Ministério Público do RS). Ele fez contato com o governador, que solicitou que mantivéssemos os atendimentos eletivos até sexta. Achamos por bem dar mais um voto de confiança e ver o que o governador vai apresentar — diz Luciney Bohrer, presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do RS.

Bohrer antecipa que, caso as tabelas não sejam canceladas após o encontro com o chefe do Executivo, será efetivada a medida mais drástica.

 (Se isso acontecer) A partir de segunda estarão cancelados os atendimentos eletivos. Serão mantidos somente urgências e tratamentos de pacientes oncológicos e hemodiálises. Vai ser assim pelo menos até nova decisão, que poderá ser até de descredenciamento de vários serviços — diz Bohrer, citando hipótese que representaria ruptura com o IPE Saúde.

 

fonte Gaúcha/ZH

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