Cachoeira registra 1ª morte por Dengue
De acordo com informações da 8ª Coordenadoria Regional de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde, Cachoeira registrou na terça-feira, a primeira morte de uma pessoa por dengue hemorrágica conforme constatado em exame no LACEM (Laboratório Central do Estado).
Trata-se de uma mulher de 89 anos que estava internada no HCB, moradora do Bairro Oliveira. Uma outra morte, ocorrida também nesta semana de outra mulher é tratada com o suspeita, pois ainda não saiu o resultado do exame. Esta é a primeira vez na história recente da cidade, que uma morte por dengue é registrada.
A Secretaria de Saúde através do DVS não emitiu boletim nesta quarta-feira, tendo em vista problemas no sistema que abastece dados sobre os casos de dengue.
Por outro lado a Secretaria Estadual da Saúde fez novo alerta:
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS), comunica que o Estado encontra-se em situação de alerta máximo para dengue. No ano de 2022, até a presente data, foram realizadas mais de 30.000 notificações, com 13.881 casos confirmados, sendo que em 84% destes casos o local provável de infecção foi o território do Rio Grande do Sul e foram registrados 12 (doze) óbitos, superando os dados de 2021. Em relação à infestação do mosquito
Aedes aegypti, há registro de que 89% dos municípios do Estado estão nessa situação.
Salienta-se que 85% dos casos confirmados de dengue estão concentrados em 24 municípios, os quais representam, aproximadamente, 25% da população total do Estado. O planejamento das ações de enfrentamento deve ser baseado no cenário ambiental e epidemiológico, considerando os índices de infestação predial de Aedes aegypti, a distribuição dos casos e a capacidade assistencial do território.
Considerando a distribuição heterogênea dos casos no território do Estado e a capacidade assistencial, há necessidade de planejamento de ações de enfrentamento nas regiões com maior número de casos, de modo a potencializar os resultados destas ações. As demais regiões devem manter constante monitoramento e, sempre que necessário, ampliar as ações de enfrentamento.
Independentemente do cenário, para evitar a proliferação do Aedes aegypti e a ocorrência de casos de dengue, é indispensável a participação de instituições não governamentais e da comunidade para enfrentamento da situação, bem como o envolvimento de várias Secretarias do Estado, da Defesa Civil e dos Municípios, pois existem atribuições
específicas por áreas.
A SES/RS mantém a vigilância ativa da circulação dos arbovírus, entre eles do vírus da dengue, por meio do monitoramento constante da situação epidemiológica, gerando boletins e notas técnicas para fins de orientação. Na ocorrência de qualquer mudança neste cenário, que justifique a adoção de outras medidas de prevenção e controle, haverá divulgação, em tempo hábil, por meio dos veículos oficiais de comunicação.
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