RGE acena com ações emergenciais para minimizar impactos de temporais em menor tempo

Representantes de sindicatos rurais denunciaram à Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e Participação Legislativa Popular as dificuldades enfrentadas por comunidades do interior atendidas pela empresa RGE/CPFL  em relação ao restabelecimento de energia elétrica após os temporais que ocorreram no Rio Grande do Sul no mês de janeiro. Eles participaram de uma reunião de trabalho do colegiado, que é presidido pelo deputado Elton Weber (PSB), na segunda-feira (14).

O encontro, que ocorreu em formato híbrido, contou também com a participação de dirigentes da empresa, que apresentaram o plano de  investimentos para os próximos quatro anos e o conjunto de medidas emergenciais  a serem adotados para resolver os gargalos existentes nas comunidades do interior e minimizar os impactos causados por intempéries de forma mais rápida.
 Lideranças sindicais relataram situações em que o conserto da rede elétrica levou mais de uma semana, causando transtornos nas propriedades e prejuízo econômico, especialmente, para produtores de leite e frango. Gilberto Zanata, do Sindicato Rural de Encantado, mencionou o caso de uma comunidade do Vale do Taquari que ficou do dia 22 ao dia 28 de janeiro sem energia elétrica , totalizando 140 horas seguidas. Citou também o caso de um produtor rural que perdeu 12.083 dos 19 mil frangos que mantinha no aviário por conta da tensão insuficiente para manter os equipamentos funcionando durante uma madrugada.
O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag),  Eugênio Zanetti, afirmou que os problemas com o abastecimento de energia não se restringem a uma região, mas atingem todo o estado, especialmente, nas pontas de rede. “Não há justificativa para que um produtor fique uma semana sem luz e tenha que botar leite e frangos fora ou tenha que comprar gerador para resolver um problema que não é de responsabilidade dele”, apontou.
Temporais
O diretor de relacionamento da RGE, Fábio Calvo, afirmou que a maior parte dos problemas na rede elétrica sob a responsabilidade da companhia foram ocasionados pelos três temporais com muita incidência de descargas elétricas e ventanias que ocorreram em janeiro no Rio Grande do Sul. No Vale do Taquari, os três episódios geraram 1284 atendimentos, muito acima da média de nove chamadas diárias.
 A região, segundo Calvo, será contemplada com investimentos de R$ 430 milhões em manutenção de 2022 a 2026, além de ações emergenciais já na próxima semana nos pontos identificados como mais problemáticos.
Sobre a demora para o restabelecimento da energia, ele afirmou que em janeiro 21% dos funcionários da empresa tiveram afastamentos em função da nova onda de Covid-19. Revelou também que a RGE  irá implantar mais seis bases de manutenção neste ano, com a contratação de 226 eletricistas e a compra de 86 caminhonetas.
Calvo afirmou ainda que o principal fator de danos na rede é a vegetação. Por conta disso, o presidente da comissão propôs diálogo com os agricultores, prefeitos e Fundação do Meio Ambiente (Fepam) para analisar a possibilidade de aumentar a faixa de limpeza da rede elétrica. Elton Weber defendeu também a ampliação dos canais de comunicação da empresa com os seus clientes.
Agência de Notícias ALRS.

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