Telecomunica√ß√Ķes voltaram a liderar, em 2018, o ranking de servi√ßos que mais provocaram reclama√ß√Ķes de consumidores

As empresas de telecomunica√ß√Ķes voltaram a liderar, em 2018, o¬†ranking¬†das companhias cujos servi√ßos mais provocaram reclama√ß√Ķes de consumidores. Segundo dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Minist√©rio da Justi√ßa e Seguran√ßa P√ļblica, 40% das 609.644 mil reclama√ß√Ķes registradas no siteconsumidor.gov.br¬†s√£o queixas contra o setor. J√° nos Procons, o percentual de contesta√ß√£o contra o segmento atingiu 29%.

No site administrado pela Senacon, entre os que mais recebem reclama√ß√Ķes est√£o bancos e financeiras (22%); empresas de gest√£o de bancos de dados e cadastros de consumidores (10%); com√©rcio eletr√īnico (8,5%); transporte a√©reo (4,7%); fabricantes de eletroeletr√īnicos, produtos de telefonia e de inform√°tica (2,5%); empresas de intermedia√ß√£o de servi√ßos (1,8%) e companhias de energia el√©trica, g√°s, √°gua e esgoto (1,3%).

Entre junho de 2014, quando o site do consumidor foi lan√ßado, e dezembro de 2018, foram registradas mais de 1,5 milh√£o de reclama√ß√Ķes. No mesmo per√≠odo, mais de 1,1 milh√£o de usu√°rios e 478 empresas se cadastraram no site. Em m√©dia, 81% das queixas apresentadas foram resolvidas ‚Äď considerando apenas as operadoras de telecomunica√ß√Ķes, este percentual sobe para 90%. No geral, o prazo m√©dio para as companhias responderem aos consumidores insatisfeitos √© de 6,5 dias.

No geral, os problemas mais comuns envolvem consulta, coleta e repasse de dados pessoais ou financeiros sem autorização dos consumidores; cobrança indevida, incluindo a cobrança por serviços e produtos não adquiridos ou não informados previamente; demora na entrega de produtos; cálculo de juros sobre saldos devedores; dificuldade para receber a devolução de valores, dentre outros.

Telecomunica√ß√Ķes

Segundo o secret√°rio Nacional do Consumidor, Luciano Timm, o setor de telecomunica√ß√Ķes ocupa o topo do ranking de reclama√ß√Ķes desde a cria√ß√£o do site, em 2014. Segundo Timm, a plataforma, p√ļblica e gratuita, vem se tornando conhecida pouco a pouco, atraindo cada vez mais consumidores que optam pela praticidade de usar um computador com acesso √† rede mundial de computadores para registrar suas queixas sem precisar sair de casa ou do trabalho para ir pessoalmente a um Procon. S√≥ entre 2017 e 2018, o n√ļmero de reclama√ß√Ķes registradas na plataforma aumentou cerca de 30% – ao passo que o percentual de resolu√ß√£o de conflitos se manteve est√°vel.

O principal objetivo do site, segundo Timm, √© proporcionar um canal de media√ß√£o de conflitos entre consumidores insatisfeitos e fornecedores de bens e servi√ßos com o prop√≥sito de conseguir que as reclama√ß√Ķes cheguem aos tribunais de Justi√ßa. ‚ÄúVale a pena investir em solu√ß√Ķes por outras vias que n√£o a judicial‚ÄĚ, disse.

De acordo com o secret√°rio, a Senacon procura elaborar pol√≠ticas p√ļblicas a partir dos dados recolhidos dos Procons de todo o pa√≠s e da plataforma consumidor.gov.br. Em resposta a algumas das queixas mais comuns no ano passado, a secretaria deve enfatizar, neste ano, o est√≠mulo √† regula√ß√£o do¬†marketing¬†por telefone e do cr√©dito consignado, al√©m da atualiza√ß√£o da¬†Lei do Servi√ßo de Atendimento ao Consumidor¬†.

 

fonte Agência Brasil

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