Rio Grande do Sul tem redu√ß√£o progressiva de Casos de Aids nos √ļltimos dez anos

A taxa de detec√ß√£o de Aids no Rio Grande do Sul apresentou redu√ß√£o progressiva nos √ļltimos dez anos, passando de 46,1 novos casos por 100 mil habitantes em 2007 para 29,4 em 2017, o que representa queda de 36,2%. Os dados foram divulgados pelo Minist√©rio da Sa√ļde (MS) nessa ter√ßa-feira (27), em alus√£o ao Dia Mundial de Luta contra a Aids (1¬ļ de dezembro).

Na data, a Secretaria da Sa√ļde (SES) refor√ßa o compromisso de enfrentar a epidemia, j√° que o RS apresenta uma taxa superior √† do Brasil (18,3 casos/100 mil habitantes), sendo a terceira mais elevada do pa√≠s (1¬ļ Roraima com 36,8 e 2¬ļ Amap√° com 29,8 casos/100 mil habitantes). Em dezembro,¬†ser√° lan√ßada a vers√£o virtual do boletim epidemiol√≥gico estadual, que ser√° disponibilizada no¬†site da Secretaria da Sa√ļde.

Gestantes

A taxa de detec√ß√£o de gestantes com HIV no Brasil apresentou tend√™ncia de aumento, sendo de 2,8 casos para cada mil nascidos vivos em 2017. O RS ocupa o 1¬ļ lugar no ranking dos estados com a maior taxa de detec√ß√£o, com 9,5 casos para cada mil nascidos vivos.

No Brasil, no período de 2007 a 2017, foi possível observar uma redução na taxa em crianças menores de cinco anos, chegando a 2,0/100.000 habitantes em 2017. No RS, essas taxas vêm oscilando ano a ano, porém com tendência de declínio, passando de 13,1 casos por 100 mil habitantes em 2007 para 6,0/100 mil habitantes em 2017, o que corresponde a uma queda de 54,2%. Porto Alegre, apesar da tendência de declínio, segue sendo a capital com a maior taxa no país (12,9/100 mil habitantes em 2017).

O tratamento oportuno e adequado das gestantes infectadas pelo HIV evita a transmiss√£o vertical e consequentemente diminui o n√ļmero em crian√ßas. A ado√ß√£o de todas as medidas de profilaxia, desde o pr√©-natal at√© o parto e nascimento, pode reduzir as chances de transmiss√£o vertical para menos de 1%. A iniciativa estadual de adotar em car√°ter obrigat√≥rio a testagem do HIV em todas as gestantes e parturientes, independentemente do n√ļmero de testagens anteriores, resultou no aumento expressivo da cobertura, principalmente em institui√ß√Ķes privadas e conveniadas, passando de 83% em 2013 para 97,2% em 2017. Essas a√ß√Ķes contribu√≠ram para o aumento do n√ļmero de gestantes com diagn√≥stico conhecido.

Mortalidade

No Brasil, o coeficiente de mortalidade padronizado por Aids no per√≠odo de 2007 a 2017 apresentou uma queda, passando de 5,6 para 4,8 √≥bitos/100 mil habitantes. Na Regi√£o Sul, o mesmo fato se repete, tendo o coeficiente passado de 8,0 para 6,4 √≥bitos/100 mil habitantes. No RS, a mortalidade por Aids tem sido quase o dobro da mortalidade no Brasil nos √ļltimos anos. Por√©m, √© poss√≠vel observar um decl√≠nio de 21,7% na mortalidade no estado, passando de 11,5 em 2007 para 9,0 √≥bitos/100 mil habitantes em 2017. Na capital, apesar da redu√ß√£o da mortalidade nos √ļltimos anos, √© poss√≠vel verificar que Porto Alegre apresenta o maior coeficiente entre as capitais brasileiras em 2017, sendo de 24,2 √≥bitos/100 mil habitantes.

Os dados do boletim epidemiol√≥gico apontam redu√ß√£o da taxa de detec√ß√£o na popula√ß√£o em geral e em menores de cinco anos e queda na mortalidade ao longo dos √ļltimos anos. Apesar dos avan√ßos, o RS ainda apresenta a terceira taxa de detec√ß√£o mais elevada entre os estados brasileiros. Atualmente, aproximadamente 59.600 pessoas fazem uso de terapia antirretroviral no estado.

Prevenção e diagnóstico

Para fazer frente a este desafio, o Rio Grande do Sul vem investindo em a√ß√Ķes de preven√ß√£o combinada, enquanto estrat√©gia de combate e controle da epidemia. Entre as diferentes tecnologias de preven√ß√£o, destaca-se a PEP (Profilaxia P√≥s-Exposi√ß√£o ao HIV), que consiste no uso de antirretrovirais em at√© 72h ap√≥s uma poss√≠vel exposi√ß√£o ao v√≠rus, com objetivo de evitar a infec√ß√£o. Outra op√ß√£o de preven√ß√£o, destinada a subgrupos populacionais espec√≠ficos, √© a PREP (Profilaxia Pr√©-Exposi√ß√£o), que consiste no uso continuado de antirretrovirais por pessoas¬†soronegativas.

A Aten√ß√£o B√°sica tem sido o espa√ßo priorit√°rio de oferta de testagem para HIV, S√≠filis e Hepatites Virais, considerando o papel fundamental das unidades de sa√ļde nas comunidades. Atualmente, 391 (98%) dos munic√≠pios ga√ļchos oferecem testagem para essas infec√ß√Ķes na Aten√ß√£o B√°sica.

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