Passagens dos ônibus urbanos de Cachoeira irão para R$ 3,60 a partir de domingo

A partir da meia-noite deste domingo (16) entra em vigor uma reposição  da tarifa de transporte coletivo urbano de Cachoeira do Sul, que passará para R$ 3,60 e R$ 1,80 a passagem escolar. Como a tarifa hoje é R$ 3,30, o reajuste foi de 9,09%. A decisão foi tomada após um encontro entre o prefeito Sergio Ghignatti, os conselheiros do Conturb e o os representantes da TNSG, Waldir Souza e Rogério Germano. O prefeito disse que vai analisar novos valores em 90 dias.

O presidente da Cacisc, Fábio Silva, relator da proposta, disse que estudou os dados apresentados para entender a origem de cada um e chegar a uma decisão justa, que gerasse o menor impacto à população e aos empresários. No seu entendimento, dois pontos das informações entraram em discordância. “Um deles foi o índice utilizado para a manutenção dos veículos, classificado em mínimo, médio e máximo”, afirmou, acrescentando que enquanto a empresa utilizou o máximo, a Prefeitura utilizou o médio.

Para Fábio, outro ponto de discordância foi o valor do diesel. A Prefeitura utilizou o valor de R$ 3,10 enquanto a TNSG usou o valor de R$ 3,35. Assim, a sua sugestão foi de que o valor da passagem deveria passar para R$ 3,69, enquanto a Prefeitura sugeriu R$ 3,52 e a TNSG pediu R$ 3,74.

ATENÇÃO

Já o representante da Associação dos Contabilistas, Roberto Drews, sugeriu o valor de R$ 3,60 para a passagem, proposta aprovada por Fábio Silva (Cacisc), Luis Aníbal Machado (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviários e presidente do Conturb) e Vitor Baisch (Sincasul). A sugestão foi aprovada pelo prefeito Ghignatti que também concordou com a proposta de estudar novos valores em 90 dias.

O QUE DIZ A EMPRESA

Os representantes da TNSG, Waldir Souza e Rogério Germano, afirmam que já trabalham no vermelho há dois anos. “Queremos que os nossos custos sejam cobertos para podermos reinvestir. Nossa tarifa está defasada”, reclamou Waldir.

Para embasar o pedido de reajuste para R$ 3,74, os empresários afirmaram que gastam muito mais do que o valor máximo previsto para a manutenção dos veículos, alegando as más condições das ruas da cidade. “O prefeito deveria se deter na análise técnica para atender nosso pedido”, revelou Waldir Souza.

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