Médias sinalizam aquecimento de mercado pecuário para o semestre

O mercado para a pecu√°ria no pa√≠s no segundo semestre deve ter venda em alta com pre√ßos remunerat√≥rios e m√©dias satisfat√≥rias para os vendedores de gado. A avalia√ß√£o √© do leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, com base na observa√ß√£o do comportamento do mercado nos eventos realizados nos √ļltimos meses, que est√£o demonstrando um aquecimento de mercado para quem tem qualidade gen√©tica para vender.
Segundo Silva, um exemplo foi o √ļltimo leil√£o virtual GAP Brasil, que teve liquidez e m√©dias acima das esperadas, o que deve se refletir na pr√≥xima temporada de primavera da pecu√°ria ga√ļcha. “Estamos encarando com muito otimismo as vendas de primavera, haja vista os resultados que v√™m acontecendo nos leil√Ķes no Centro do pa√≠s e tamb√©m em remates com participa√ß√£o de animais do Rio Grande do Sul como foi o leil√£o da GAP, com m√©dias satisfat√≥rias. Teremos uma comercializa√ß√£o franca desde que a qualidade e apresenta√ß√£o dos animais esteja √† altura”, observa.
Outra quest√£o que pode puxar a alta nas vendas √© a exporta√ß√£o de gado em p√©. Conforme o dirigente da Trajano Silva Remates, regi√Ķes mais ao norte do pa√≠s, al√©m de Argentina e Uruguai, est√£o aumentando suas exporta√ß√Ķes para o mercado externo, especialmente o Oriente M√©dio. “O Uruguai, por exemplo, vem quebrando recordes na exporta√ß√£o de gado em p√©. Isto √© uma coisa que veio para ficar, pois os compradores do Oriente M√©dio n√£o t√™m de onde mais buscar carne de qualidade e isto n√£o vai ter interrup√ß√£o de fluxo”, sinaliza.
Entretanto, as restri√ß√Ķes que est√£o sendo avaliadas por governos ap√≥s press√£o de ONGs podem prejudicar este mercado ao produtor. Em S√£o Paulo, por exemplo, j√° est√° tramitando a proibi√ß√£o de exporta√ß√£o de animais vivos. J√° no Rio Grande do Sul o tema vem sendo debatido e gerando controv√©rsias. “Esta √© uma quest√£o tempor√°ria de ajuste, considerando que tem gente que n√£o conhece a realidade brasileira, e esta falta de informa√ß√£o vai acabar quebrando a economia”, destaca Silva.
Texto: Nestor Tipa J√ļnior/AgroEffective