√ćndices de mortalidade materna caem no Estado

O Rio Grande do Sul apresenta atualmente um dos menores √≠ndices de mortalidade materna no pa√≠s, oscilando entre 33 e 36 por mil nascidos vivos nos √ļltimos anos. Em 2010, a taxa chegou a 56 por mil nascidos vivos, enquanto que no Brasil foi de 60/100 mil. No tempo em que os indicadores eram desfavor√°veis e preocupantes, executaram-se pol√≠ticas p√ļblicas para interferir neste cen√°rio. O Estado aderiu ao programa Rede Cegonha, do Minist√©rio da Sa√ļde, e implantou ambulat√≥rios de gestantes de alto risco, ainda em processo de expans√£o, alterando o cen√°rio negativo.

‚ÄúUma mulher n√£o deve morrer por estar gr√°vida, a maioria das situa√ß√Ķes que levam √† morte materna √© evit√°vel‚ÄĚ, observa a m√©dica Nadiane Lemos, chefe da Sec√ß√£o de Pol√≠tica de Sa√ļde das Mulheres da Secretaria da Sa√ļde (SES/RS). ‚ÄúO desfecho que se espera √© m√£e e beb√™ passando bem ap√≥s o nascimento.‚ÄĚ Entre as principais causas de morte materna est√£o hipertens√£o, hemorragias, infec√ß√Ķes, complica√ß√Ķes no parto e abortos inseguros.

O dia 28 de maio √© considerado o Dia Internacional de Luta pela Sa√ļde da Mulher e o Dia Nacional de Redu√ß√£o da Mortalidade Materna. Para marcar a data, em Bras√≠lia haver√° uma reuni√£o do Comit√™ Nacional de Redu√ß√£o da Mortalidade Materna, com a participa√ß√£o de Nadiane. O Comit√™ Estadual do Rio Grande do Sul tamb√©m promover√° encontros naquela semana.

Conforme a m√©dica, a reativa√ß√£o dos comit√™s foi importante para melhorar os √≠ndices e discutir os casos. ‚ÄúPor√©m, √© preciso compreender o √≥bito para al√©m do seu significado num√©rico e documental.‚ÄĚ Ela explica que o tema mortalidade materna n√£o √© exclusivo da √°rea da sa√ļde. ‚ÄúEst√° muito relacionado com a vulnerabilidade social e econ√īmica. Precisamos de uma a√ß√£o multissetorial para conseguir ainda mais resultados positivos‚ÄĚ, projeta.

Nadiane considera que as taxas de √≥bito materno est√£o dentro do esperado, ‚Äúmas poderiam ser muito melhores se a houvesse um conjunto de a√ß√Ķes e de aten√ß√£o √† gestante‚ÄĚ. Ela ressalta ser necess√°ria a aplica√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas, n√£o s√≥ de sa√ļde. H√° quest√Ķes importantes em que √© preciso incidir, como condi√ß√Ķes de acesso, pois muitas mulheres caminham quil√īmetros para ter servi√ßo de sa√ļde. Tamb√©m s√£o impactantes as condi√ß√Ķes de moradia, de alimenta√ß√£o, de seguran√ßa, de emprego e a pr√≥pria viol√™ncia a que muitas est√£o submetidas. ‚ÄúTemos situa√ß√Ķes absolutamente evit√°veis, e se conseguirmos incidir mais no pr√©-natal, na classifica√ß√£o de risco e no acesso ao servi√ßo de alto risco, poderemos contribuir ainda mais.‚ÄĚ

Morte materna ‚Äst√Č a morte de uma mulher durante a gesta√ß√£o ou at√© 42 dias ap√≥s o t√©rmino da gesta√ß√£o. √Č causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em rela√ß√£o a ela. N√£o √© considerada morte materna as que s√£o provocadas por fatores acidentais ou incidentais.

Comit√™s de morte materna ‚ÄstS√£o organismos interinstitucionais, multiprofissionais e confidenciais que visam a analisar todos os √≥bitos maternos e apontar medidas de interven√ß√£o para a sua redu√ß√£o na regi√£o de abrang√™ncia. S√£o tamb√©m instrumento de acompanhamento e avalia√ß√£o permanentes das pol√≠ticas de aten√ß√£o √† sa√ļde da mulher.

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