Homem procurado pela Interpol foi preso no Balne√°rio do Irapu√°, interior de Cachoeira

Era numa casa em nome da esposa,¬† que estava escondido h√° cinco anos o professor aposentado Jo√£o Carlos Lehmen, condenado a 10 anos de pris√£o por abusar de uma menina em Vera Cruz, em 2004. Como havia a suspeita de que ele pudesse ter fugido do Brasil, o homem de 67 anos, e natural de Ven√Ęncio Aires, estava na lista de procurados da Interpol (a pol√≠cia internacional).

Conforme o delegado Jos√© Ant√īnio Taschetto Mota, Lehmen foi preso na casa onde mora com a esposa,¬† localizada no¬† Balne√°rio Irapu√° distante 20 km do centro da cidade. A pol√≠cia chegou at√© ele depois que vizinhos come√ßaram a desconfiar da conduta do homem. “Ele vivia recluso. N√£o tinha nada no nome dele. A casa estava no nome da esposa e era sempre ela que tomava a frente para tudo, ele nunca aparecia”, explica.

Ap√≥s a den√ļncia, e com uma foto de Lehmen em m√£os, o delegado fez contato com outras unidades da Pol√≠cia Civil pela regi√£o at√© chegar √† identidade do suspeito. “Ele manteve a apar√™ncia diferente, deixou a barba crescer e descaracterizou a fei√ß√£o”, conta Mota.

Com Lehmen, que n√£o resistiu √† pris√£o, a pol√≠cia encontrou um rev√≥lver calibre 32 e muni√ß√Ķes. Ele agora vai responder a um novo processo por posse ilegal de arma de fogo.

No depoimento, o professor aposentado contou que morava no local desde 2014 e vivia da aposentadoria da esposa. Ele alega que ainda em 2013 conseguiu um habeas corpus e, por isso, deixou a cadeia. No entanto, a Justiça cancelou a liberdade provisória e ele passou a ser foragido. Após a captura nessa quarta, Lehmen foi encaminhado para o Presídio Estadual de Cachoeira do Sul.

O CRIME
João Carlos Lehmen foi condenado a 10 anos de prisão por abusar de uma menina de 10 anos em março de 2004 no interior de Vera Cruz. Na época, Lehmen, era diretor de uma escola e também instrutor de um curso de dança típica alemã. No processo consta que depois do curso, o professor ficou sozinho com a menina e aproveitou o momento para beijá-la na boca, levantar a blusa e passar a mão entre as pernas da menina. Lehmen era o responsável por levar a criança para casa. Ele nega o crime.

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