Duplicar RSC-287 será exigência de edital de licitação do Estado, que deve sair nos próximos dias

Uma das principais rodovias da regi√£o,¬† ser√° concedida √† iniciativa privada e a futura concession√°ria ter√° de executar as obras de duplica√ß√£o, or√ßadas em R$ 1,5 bilh√£o. O edital da licita√ß√£o que definir√° quem vai administrar o trecho Taba√≠-Santa Maria da RSC-287 deve ser publicado no meio da semana que vem no Di√°rio Oficial do Estado, dando in√≠cio a um processo pelo qual a regi√£o se mobiliza h√° quase uma d√©cada. As consultas e audi√™ncias p√ļblicas est√£o previstas para entre abril e maio.

O estudo contratado junto à consultoria internacional KPMG na primeira metade do governo de José Ivo Sartori (MDB) foi entregue ao Palácio Piratini e analisado pelo Conselho Gestor do governo de Eduardo Leite (PSDB), que aprovou a proposta nessa quarta-feira. Fazem parte desse conselho o próprio governador e representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE), da Casa Civil e outras cinco secretarias. Na segunda-feira, o governador deve ratificar a autorização para publicação do edital.

Os detalhes são mantidos a sete chaves pelo governo e preservado até mesmo de assessores e deputados. Tudo estará no edital previsto para a semana que vem, desde o cronograma da concessão até os trechos exatos que serão licitados e posteriormente duplicados. A modelagem prevista é muito semelhante à utilizada pelo governo federal na recente concessão da Freeway e das BRs 386, 448 e 101, vencida pela gigante CCR. Ou seja: fica com a rodovia a empresa que oferecer a menor tarifa de pedágio e comprovar que tem cacife para garantir a obra de duplicação em um determinado período, que deve passar de 15 anos.

O secret√°rio estadual de Governan√ßa e Gest√£o Estrat√©gica, Cl√°udio Gastal, garantiu que a duplica√ß√£o √© premissa para a concess√£o. ‚ÄúQuem assumir a rodovia ter√° que duplicar. N√£o √© uma op√ß√£o‚ÄĚ, frisou ele, sem dar detalhes. Essa √© a grande not√≠cia at√© aqui, uma vez que o pr√≥prio movimento regional Duplica287 dividiu a demanda em duas partes: primeiro garantir a concess√£o da rodovia para depois brigar pela duplica√ß√£o. O entendimento dos t√©cnicos da KPMG de que uma etapa deve estar atrelada √† outra √© uma garantia fundamental para as comunidades que utilizam a rodovia.

Oficialmente o governo n√£o fala em prazos, mas considerando que as audi√™ncias p√ļblicas est√£o previstas para ocorrer entre abril e maio, √© de se cogitar que, em um cen√°rio otimista, j√° em 2020 a Empresa Ga√ļcha de Rodovias (EGR) pode deixar de responder pela RSC-287.

Plano estadual prevê obra bilionária em duas etapas

Nesta sexta-feira, 15, faz exatamente um ano que a Secretaria Estadual dos Transportes apresentou o Plano Estadual de Logística de Transportes (Pelt). O estudo levou quatro anos para ficar pronto e traz uma radiografia de todas as necessidades de investimentos em mobilidade. Ainda não se sabe até que ponto o Pelt foi levado em conta no plano de concessão montado pela KPMG, mas a tendência é que tenha sido a principal referência.

Nesse caso, a expectativa √© de que a duplica√ß√£o da RSC-287 seja exigida em pelo menos duas etapas: primeiro no trecho de 77 quil√īmetros entre Taba√≠ e Santa Cruz do Sul e, depois, nos 132 quil√īmetros entre Santa Cruz e Santa Maria. O primeiro lote custaria R$ 591 milh√Ķes e o segundo, R$ 1 bilh√£o.

√Č claro que haver√° um longo cronograma de investimentos que come√ßa pelo menos dois ou tr√™s anos depois que a concession√°ria assume a rodovia. O Pelt diz que, se o trecho Taba√≠-Santa Cruz n√£o for duplicado at√© 2024, a rodovia entrar√° em colapso.

 

fonte Portal GAZ