“Vingadores: guerra infinita em 3D?”

Sala de cinema de um Shoping em Goiânia. Na tela, os créditos finais. Todos aguardavam sentados em seus lugares, pois em seguida viria uma cena final. O filme? “VINGADORES: GUERRA INFINITA”. Começa então uma discussão. Parece que alguém mandou outro alguém calar a boca porque queria prestar atenção na cena final. Pronto! Confusão! Uma briga se formou. Bate boca primeiro. E depois “as vias de fato”. Só foi controlada pelos seguranças do centro de compras. Acho que do jeito que estão às coisas, os proprietários de salas de cinema deveriam repensar sobre manter seguranças no local e não somente o lanterninha (se é que ainda existe lanterninha, porque faz tempo que não frequento cinema).

Não é roteiro de filme ou série, não! Aconteceu.

Isto mostra como as pessoas estão ficando cada vez mais intolerantes. Impacientes.

Tudo tem virado motivo para agressões. Sejam elas físicas ou verbais.

– Quer um pouco de Jiló?

– Não obrigado! Não gosto de Jiló.

– Mas jiló é bom. É rico em vitamina B1. E é ótimo pro cor…..

– Já disse que não gosto seu….. Plunct! Bam! Plaft!

Feitooooo! O gosto pelo Jiló gerou uma “Peleja”…

E por aí vai.  O trânsito, o futebol, a política, etc. Tudo parece provocar a ira das pessoas.

Sem querer envolver neste tema questões religiosas, eu acho que falta em nós um pouco mais de amor um pelo outro. Amor ao próximo. Amor mesmo. Aquele de eu torcer para que você seja feliz, mesmo tendo opinião diferente da minha. Torcer para que “você” esteja certo também, não só eu.

Nas redes sociais não é difícil se deparar com alguém questionando a postagem de outro. Se fosse só questionar, tudo bem! Mas do questionamento a coisa pula para: Exclusão da lista de amigos.

– Vou deletar você. Não concordo que odeie Jiló.

Será que era amizade mesmo que mantinham naquela rede social?

Pode ser que neste momento alguém questione: “Mas você nunca teve opinião própria sobre determinados assuntos, João? Não brigou para fazê-la prevalecer?” Te respondo. Já! Muitas vezes. Só que com o tempo cheguei a conclusão de que ficaria num embate eterno fazendo isso. Tentando convencer a outra pessoa sobre o que eu penso disso e daquilo. Ela não daria o braço a torcer. Muito menos eu. Nós discutiríamos. Ficaríamos de mau um com o outro. Sabe lá por quanto tempo. Resultado disso tudo? Eu deixaria de viver. De acreditar naquilo que penso ser o correto para mim. E o mais importante. Deixaria de por em prática tudo o que tenho de bom por fazer em prol das pessoas. Essas mesmas que divergem de mim em opiniões.

O certo é que não podemos ficar numa guerra Infinita de palavras, ofensas, agressões.

Vamos deixar esses embates para as telas de cinema e TV. E aprender com eles o máximo possível. De como posso viver em harmonia aqui na vida real mesmo não gostando de “JILÓ”.

O escritor Mário Quintana já nos deu a dica em uma de suas célebres frases. “A amizade é um amor que nunca morre”.

Sejamos então mais amigos uns dos outros. Assim como os vingadores. Lutando por uma mesma causa. Sem deixar que a radiação da discórdia transforme seu “Bruce Banner” em um “Hulk”

Uma abençoada semana meu amigo leitor.

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