Administrador bom pra burro!

O cidadão brasileiro de uns anos para cá, esta convivendo diariamente com noticias sobre corrupção, negociatas, favorecimentos etc…

Não nos causa mais espanto. Alguns já se acostumaram com isso. Outros participam e ajudam a por em pratica certas falcatruas.

Espanta-me também, a criatividade de alguns.

Uma noticia que tomou conta dos noticiários de rádios, TVs e jornais foi à compra de premiações por parte de gestores e vereadores. Até aí tudo bem. Já era sabido por muitos que isso acontece  com freqüência.

O que me deixou espantado foi à premiação recebida por um “Jumento” como “Prefeito nota 10”, entre os prefeitos do Brasil. A reportagem que acompanhava o caso foi quem incluiu o referido animal para receber a distinção.

O nome dele? “Precioso”.

Isso serviu não só para mostrar a falta de critérios na concessão desse tipo de reconhecimento, mas também que não tomam nem conhecimento do histórico do agraciado.

Um instituto que promove esse tipo de evento faturou entre 2016 e 2017, em quase uma centena de câmaras e prefeituras, R$ 116 mil.

Para quem acha que esse comportamento é exclusivo dos brasileiros, se enganou.

Ao longo da história, alguns animais já foram lembrados, citados ou até mesmo escolhidos.

Principalmente quando o assunto é eleição. Vamos Lembrar:

Em 1997, moradores de uma cidade do Alasca escreveram em uma cédula o nome de um “gatinho” chamado “Stubbs” como candidato a um cargo publico.  Desde lá ele vem sendo reeleito.

Um grupo de sátira política na Nova Zelândia, já lutou por causas importantíssimas, como o direito de voto às árvores. Lançaram um ouriço para uma vaga no Parlamento do país (Não era o Sonic). Conseguiram inscrever a mascote, mas ela não foi eleita.

Quem não lembra de 59 quando um rinoceronte teve sua candidatura a vereador de São Paulo lançada. Cacareco era o seu nome. Fez 100 mil votos.

Em 1988, o jornal de humor Casseta Popular  sugeriu o chimpanzé Tião à prefeitura do Rio de Janeiro, pelo “Partido Bananista Brasileiro”. Ele foi o terceiro candidato mais votado, entrando para o Guinness.

  1. Milton, nos EUA. A população escolheu (Unanimemente) o republicano Boston Curtis para um cargo público. Quem era ele? Uma mula. O prefeito havia inscrito o animal para provar que nem sempre os eleitores sabem quem estão apoiando. E parece que aqui no Brasil continua assim.

Um exemplo famoso vem da Roma antiga. O cavalo “Incitatus”. O imperador Calígula conseguiu uma vaga para ele como senador. Historiadores alegam que não passa de boato, mas o que se sabe é que o animal levou uma vida de nobre com estábulo de mármore, criados pessoais e até jóias.

Será que se fosse dada a oportunidade para o jumento “Precioso” governar uma cidade, ele faria jus ao titulo recebido?

Em anos eleitorais fico pensando. Será que por vezes, eu não agi como “Jumento” em minhas escolhas?

Esquece! Deixa pra lá! Fazendo essa comparação estarei sendo injusto com o animalzinho.

Ele não seria tão burro assim.

Eu tenho somente é que prestar mais atenção em Outubro, quando for digitar naquela maquininha um numero.

Um bom dia! E até a próxima…

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