A contradição de Ghignatti: fechou o comércio antes do Estado, e agora diz que depende do Governador

O presidente da Câmara de Agronegócio, Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul (Cacisc), Fábio Renato da Silva, liderou comitiva com dirigentes empresariais das entidades, em reunião com prefeito Sérgio Ghignatti, na manhã desta quinta-feira (26), com objetivo de entregar em mãos uma Nota Oficial da entidade. No documento, as lideranças empresariais comentam a gravidade de manter os negócios fechados por muito mais tempo, além de sugerir medidas para que haja um retorno responsável a partir dos primeiros dias de abril.

Em primeiro lugar, o presidente da Cacisc ressaltou que as entidades empresariais e os empresários consideram que o que está em primeiro lugar é a saúde de todos, por isso concordaram com todas as medidas tomadas até agora, inclusive com a quarentena para amenizar os danos do COVID-19 em Cachoeira do Sul. “Estamos todos no mesmo barco, não é momento para nos dividirmos em posições antagônicas, por isso estamos buscando um entendimento com o Chefe do Executivo, para que possa avaliar melhor o impacto econômico que poderá ser agravado a níveis insuportáveis”, destacou Silva.

O dirigente disse ainda que o prefeito reagiu positivamente aos argumentos dos empresários, adiantando inclusive que concorda que sejam encontrados caminhos para que a crise econômica, desempregos e falência de pequenas empresas não seja elevado de forma desproporcional. Sérgio Ghignatti disse que irá estudar “com carinho” a proposta de autorizar a reabertura dos negócios a partir do dia 3 de abril, porém adiantou que também depende de que o decreto do Governo do Estado não seja prorrogado. “Se o governador prorrogar o período de quarentena e reclusão e isolamento de forma horizontal no Rio Grande do Sul, teremos que acatar”, afirmou o prefeito.

NOTA DA REDAÇÂO: O Prefeito Ghignatti decretou o fechamento do comércio, no dia 21 de março, o Governo do Estado somente no dia 23.

Fábio Silva questionou Ghignatti a respeito de um vídeo que postou nas redes sociais, onde se dizia “que era quem mandava na cidade e por isso determinava as medidas que achava necessárias”, mas que agora se diz na dependência das determinações estaduais.

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