Aplicativo do Samu começa a ser utilizado pela população para pedir socorro

Desde o lançamento do aplicativo para smartphones do Serviço Móvel de Urgência (Samu), na primeira semana de novembro, 19 cidadãos o utilizaram para realizar chamadas ao 192 de diferentes locais do Estado. Os pedidos de socorro foram por situações de quedas, acidentes de trânsito, dor torácica e outras urgências clínicas. Também foram registradas ligações de teste por parte da população, de acordo com a coordenadora estadual de urgências e emergências, Marly Moraes Lima.

A ligação a partir do app agiliza o atendimento da equipe na Central Estadual de Regulação e o deslocamento das ambulâncias, pois os dados do solicitante estão pré-cadastrados e a localização exata da ocorrência é compartilhada via GPS. “Alguns segundos que economizamos na conversa inicial de um atendimento podem ser fundamentais para salvar a vida do paciente que está precisando da ambulância”, ressalta Marly.

O aplicativo está disponível no Google Play para telefones Android, e ocupa 41MB de memória do celular. “O ideal é que as pessoas criem a cultura de baixar e manter o aplicativo no seu celular, porque nunca sabemos quando vamos precisar utilizá-lo. Se houver uma emergência, todos os dados prévios serão enviados automaticamente para a equipe”, conclui a coordenadora.

Saiba a diferença

Quando uma pessoa disca 192 na área de abrangência do Samu RS, a ligação será atendida na Central Estadual de Regulação, em Porto Alegre. Ficam de fora as chamadas realizadas em Bagé, Pelotas e Caxias do Sul, que caem nas centrais próprias de cada um desses municípios.

Independentemente de qual central de regulação atenda a ligação, quem faz a triagem inicial é o técnico auxiliar de regulação médica (Tarm). É esse profissional que coleta as informações preliminares da urgência, para saber quem está ligando, o que está acontecendo e onde é a ocorrência.

Após essa fase inicial, o técnico passa a chamada para um médico ou um enfermeiro regulador, dependendo da gravidade da situação. O médico terá a prerrogativa de definir a necessidade de acionar a ambulância, que pode ser de suporte básico ou avançado (para os casos mais graves).

Ao realizar o chamado a partir do aplicativo, as informações de quem é o solicitante e o local entrarão automaticamente no sistema de regulação, fazendo com que o médico possa acionar a equipe de socorro mais rapidamente.

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