Alimento mais barato faz prévia da inflação de outubro ter menor alta em 21 anos

Com deflação no preço de alimentos e bebidas e queda nos preços da energia elétrica, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, prévia da inflação oficial) ficou praticamente estável em outubro, a 0,09%.

Essa foi a menor alta para o mês desde 1998, quando o índice ficou em 0,01%, informou nesta terça-feira (22) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A queda de 0,38% nos preços de alimentação em domicílio foi influenciada pela redução em tubérculos, raízes e legumes, que vêm caindo nos últimos meses. As quedas mais expressivas foram nos preços de cebola (-17,65%), batata-inglesa (-14,00%) e tomate (-6,10%), de acordo com o IBGE.

A energia elétrica, por causa de mudança das bandeiras tarifárias, teve queda de 1,43% nos preços, o que também influenciou os números do IPCA-15 de outubro. Em setembro, a bandeira vermelha levou a uma alta do índice, enquanto o décimo mês do ano recebeu a tabela amarela de cobranças.

A bandeira tarifária amarela tem custo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidor. Já a vermelha apresenta custo de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. A verde é sem custo para os consumidores. Os dados são da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Os gastos com saúde e cuidados pessoais tiveram a maior variação e o maior impacto da prévia da inflação divulgada nesta terça, com impacto de 0,10 ponto percentual entre os nove grupos pesquisados.

Itens de higiene pessoal e produtos farmacêuticos registraram alta de 2,35% e 0,54%, respectivamente.

A segunda maior variação positiva ficou com o grupo de transportes (0,35%), que contribuiu com 0,06 pontos percentuais no índice do mês. O setor foi puxado pela gasolina, que havia apresentado queda no mês passado (-0,06%) e registrou alta de 0,76% em outubro.

“O óleo diesel, apesar de ter apresentado a maior alta (3,33%), não tem a mesma influência no grupo, assim como o etanol (0,52%) e o gás veicular (0,23%). A inflação dos combustíveis ficou em 0,77%”, informou o IBGE.

A alimentação fora do domicílio ficou estável na comparação com o mês anterior. A refeição teve queda (-0,13%), enquanto o lanche registrou alta de 0,20%.

Três das onze regiões pesquisadas pelo IBGE apresentaram deflação de setembro para outubro. O menor resultado foi em Fortaleza (-0,08%), influenciada pela queda na energia elétrica (-3,31%). O maior índice ficou com Belém (0,28%), por conta das altas nos itens higiene pessoal (1,89%) e gás de botijão (3,58%).

 

 

fonte Gaúcha/ZH

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