Alunos do Marista Roque passam por orientação profissional para auxiliar na tomada de decisões

Decidir por onde começar o futuro profissional é um passo importante na vida dos jovens que estão prestes a concluir o Ensino Médio. Mas, o que fazer quando as dúvidas trazem insegurança em relação à vocação?

Uma das alternativas, e que também surge como uma oportunidade de autoconhecimento e descoberta de habilidades, é o método de Orientação Profissional. Mais do que oferecer uma direção, ele revela o significado do trabalho para o ser humano e estimula o alinhamento do seu projeto de vida.

Pensando nisso, o Serviço de Orientação Educacional (SOE) proporcionou aos estudantes do Marista Roque a realização de processos baseados em ferramentas de coaching vocacional, conduzidos pela psicóloga Diuly Baltezan Bittencourt. Ela atua na área clínica de adolescentes e adultos, trabalha com orientação profissional para públicos diversos e tem formação em Coach Vocacional pelo Instituto Maurício Sampaio.

Para ela, os encontros tiveram como resultado uma compreensão maior por parte dos jovens, em relação à fase que estão vivendo. “Mesmo que seja trabalhada a subjetividade e a liberdade de escolhas de cada um, dependendo de seus critérios individuais, a resposta é sempre positiva no sentido de ampliar o conhecimento sobre si e amenizar a grande ansiedade desse momento”, destaca.

Ao todo, três reuniões em grupo e uma individual foram realizadas com cada um dos estudantes, onde foram abordados o conhecimento de valores, crenças e hábitos a serem desenvolvidos, além de visitas a universidades e entrevistas com profissionais. “A base do meu trabalho é desenvolver nos jovens esse entendimento. Acredito que vincular realizações profissionais com pessoais é a união assertiva para que se formem profissionais que farão a diferença no futuro”, avalia a psicóloga.

A importância do autoconhecimento

Segundo Diuly, para que as escolhas profissionais sejam livres, conscientes e pautadas no descobrimento das próprias habilidades, o melhor caminho é o autoconhecimento.  “Os processos de orientação agem no sentido de trazer um momento para que a pessoa possa parar, refletir, compreender e realmente começar a se conhecer para escolher dentro da infinidade de opções o que vai se adequar à sua realidade, aos seus desejos e às características que mais se destacam. Isso só acontece quando você realmente começa a se conhecer como um todo, e não somente suas habilidades mais pontuais para uma profissão específica”, explica.

A etapa final do método aplicado aos estudantes foi um encontro individual, onde a profissional fez uma devolutiva com suas percepções ao longo do processo. O momento acontece de forma particular, para que o jovem possa relatar seus anseios e dúvidas com mais liberdade. “A escolha da profissão é apenas um passo, e nesse caminho ainda existirão outras escolhas. Dessa forma, o questionamento é a base para uma escolha assertiva e, por isso, os processos de orientação são tão importantes, pois neles existem pessoas capacitadas que ajudam a levar a um questionamento coerente”, afirma.

Para a estudante do terceiro ano do Ensino Médio, Gabryella Piccolotto, o auxílio de um profissional nesse momento de transição é fundamental, pois permite que os jovens tenham mais discernimento e certeza em suas escolhas. “As dinâmicas trabalhadas nos fizeram refletir sobre as nossas decisões profissionais. Entendo que a orientação profissional é essencial para que nós, estudantes, possamos reconhecer a nossa essência, já que as atividades trouxeram fatores que normalmente esquecemos de levar em conta no momento em que estamos decidindo o futuro, como nossos valores e virtudes”, destaca.

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