Dólar alto e necessidade de importação dão força ao preço do arroz

O mercado brasileiro de arroz teve mais uma semana de recuperação nos preços. Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca de 50 quilos encerrou o dia cotada a R$ 43,49, alta de 0,69% em relação à semana anterior, acumulando alta de 0,81% frente ao mês anterior. Mas ainda é 0,83% inferior frente ao mesmo período do ano passado.

Conforme o analista , Gabriel Viana, as seguidas altas do dólar frente ao real nos últimos pregões, voltando a ultrapassar a barreira de R$ 4,00, trouxe grande suporte aos preços do arroz no mercado doméstico.

“Como é sabido pelo mercado, o Brasil necessitará de uma importação de aproximadamente 1,8 milhão de toneladas”, lembra Viana. Boa parte dessa importação deverá vir de países parceiros do Mercosul, como Paraguai, Argentina e Uruguai. “Com a desvalorização do real, os custos de importação se elevam e dão força aos preços do arroz produzido internamente, com indústrias precisando elevar as ofertas de preços para garantir a compra do produto nacional e não depender de importação”, explica.

O destaque da semana vem do Conselho Monetário Nacional (CMN), que em reunião extraordinária realizada no dia 14, autorizou a prorrogação das parcelas das operações de crédito rural de custeio da cultura do arroz, conforme informações da Agência Brasil.

Segundo o Ministério da Economia, a medida vai permitir que produtores comercializem a safra de 2018/2019 em melhores condições. Com a decisão, as instituições financeiras podem prorrogar o vencimento das parcelas de crédito rural de custeio da cultura, vencidas ou vincendas em julho e agosto de 2019, contratadas no ano agrícola 2018/2019.

As parcelas objetos da prorrogação devem ser atualizadas pelos encargos contratuais e o pagamento poderá ser efetuado em até 3 parcelas mensais e consecutivas, com o vencimento da primeira em outubro de 2019.

Rodrigo Ramos Agência SAFRAS

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